Quero os delírios, todos
Quero a loucura
Essa loucura que me consome, lentamente
Todos os dias
Não me toque, não gosto que me toquem
Não me dite regras
Nem diga que me ama
Pois nem a mim mesmo eu amo.
Estou só
Quero estar só
Não insista!
Quero as memórias
Quero as saudades
Quero só você!
sábado, 20 de agosto de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Era uma vez um dia! Uma Greve!!
ERA UM DIA, UMA GREVE!
Por Sonia Santos
Sabe aquele dia em que não era para você levantar da cama? Pois é, passei por um desses dias.
Quando acordo a primeira coisa que quero é tomar um cafezinho preto, bem quentinho. Já é mania! Vou à dispensa, abro o pote com tanta força, que o pouco café que existe, vai ao chão, na mesa...um desperdício! Fico irada, mas fazer o quê? O melhor que tenho a fazer agora é tomar um bom banho, pra ver se as coisas melhoram, afinal de contas.
Parto para essa segunda etapa. Ao terminar deparo-me molhada sem a toalha. Vocês irão pensar, pegue qualquer toalha, já que estou no banheiro, certo? Errado! Não há toalha nenhuma. Estão todas no quarto. Decido pegar, ir até o quarto. Para isso tenho que passar pela sala, cuja janela está escancarada, que dá para o apartamento do meu vizinho. O quê fazer?
Imaginem a criatura em pelo, do jeito que veio ao mundo e engatinhando para não ser vista pelo vizinho. Ai saudades da casa materna que era só gritar “Mãe me pega a toalha”, mas a mania da independência é grande. Agora agüente e se vira, penso eu.
É o que faço. Engatinho até o quarto, molhando todo o piso e me odiando. Por fim chego ao quarto e dou por encerrada essa etapa. Ao sair, já atrasada para o trabalho, vou até o elevador quando dou conta que esqueci as chaves dentro do apartamento, ao fechar a porta. No chaveiro também estão as chaves do carro. Como sair? Como entrar em casa? Novamente, o quê fazer?
Falo com o porteiro, que como de costume, está sempre aborrecido com alguma coisa ou com alguém, sei lá! Tento falar com jeito, mas já vai me avisando, sem ao menos me olhar, que vai demorar; ele tem muita coisa pra fazer antes disso e ainda solta uma frase pequena, mas cheia e grande, que fingi não ter ouvido: “Que amolação”
Finalmente o porteiro consegue abrir minha porta, eu resgato as chaves, agradeço de coração e, é claro com uma gorjeta e parto para o meu destino, sem meu cafezinho e os joelhos “estourados”, exageros....
Pego meu carrinho e sigo pra escola onde leciono. Ao chegar, vocês não irão acreditar! Tudo que passei! Consegui chegar e a escola estava fechada, com os dizeres ESTAMOS EM GREVE!
Eu esqueci!!!!!!!!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Sem Nexo
Lentamente
Sinto chegares de mansinho,
Sussurando
Como a brisa do vento,
Querendo entrar.
Puxo a coberta
Para não o sentir tão perto
Em vão...
Apossa-te de mim
Sem pedir licença
Como uma bacteria
Que arde
Que fere
Tomo o remédio
Da razão
E não vejo razão
Para tanto!
Mesmo assim tomo
Me sentirei mais leve
Não curada de ti,
Mas leve...
Sinto chegares de mansinho,
Sussurando
Como a brisa do vento,
Querendo entrar.
Puxo a coberta
Para não o sentir tão perto
Em vão...
Apossa-te de mim
Sem pedir licença
Como uma bacteria
Que arde
Que fere
Tomo o remédio
Da razão
E não vejo razão
Para tanto!
Mesmo assim tomo
Me sentirei mais leve
Não curada de ti,
Mas leve...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Infância
A MINHA AMIGUINHA SONINHA
Vejo-te pequena
Com teus cabelos encaracolados
Espivitada!
Minha amiguinha de bairro e de vila.
Vila Bairro Jardim Sonia,
Nossos nomes.
Eu, Soninha para os teus;
Tu, Soninha para os meus.
Crescemos...
Cada uma pr'o seu lado
Cada uma com sua vida.
Envelhecemos...
Cada uma pr'o seu lado
Filhos, netos
Uma vida inteira
De amor,
Sonia Santos
Vejo-te pequena
Com teus cabelos encaracolados
Espivitada!
Minha amiguinha de bairro e de vila.
Vila Bairro Jardim Sonia,
Nossos nomes.
Eu, Soninha para os teus;
Tu, Soninha para os meus.
Crescemos...
Cada uma pr'o seu lado
Cada uma com sua vida.
Envelhecemos...
Cada uma pr'o seu lado
Filhos, netos
Uma vida inteira
De amor,
Sonia Santos
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Aos meus pais
Meu pai
Musica, discos de vinil
Fusas e semi fusas
Mínimas e seminimas
Colcheias e semi colcheias
Ensaios,...gravações...
Minha mãe
Trabalho,
Crianças,
Cheiros de comida na cozinha
Muita conversa,
Muito amor.
Meu pai
Austeridade,
Generosidade,
Disciplina.
Minha mãe
Sabedoria,
Serenidade,
Sagacidade.
Meu pai
Brincadeiras...
Homenzinho de dedo,
Carrinho com a mão,
Piquenique na cachoeira,
Pão com mortadela e limonada.
Minha mãe
Bolo assando no forno,
Doce de leite na colher,
Risos e choros,
Nota vermelha,
Taboada cantada,
Reprovação,
Aprovação,
Suavidade.
Meu pai
Cansaço,
Doenças,
Remédios,
Velhice.
Minha mãe
Cansaço.
Doenças,
Remédios,
Velhice.
Meu pai
Amor da minha vida.
Minha mãe
Amor da minha vida.
Musica, discos de vinil
Fusas e semi fusas
Mínimas e seminimas
Colcheias e semi colcheias
Ensaios,...gravações...
Minha mãe
Trabalho,
Crianças,
Cheiros de comida na cozinha
Muita conversa,
Muito amor.
Meu pai
Austeridade,
Generosidade,
Disciplina.
Minha mãe
Sabedoria,
Serenidade,
Sagacidade.
Meu pai
Brincadeiras...
Homenzinho de dedo,
Carrinho com a mão,
Piquenique na cachoeira,
Pão com mortadela e limonada.
Minha mãe
Bolo assando no forno,
Doce de leite na colher,
Risos e choros,
Nota vermelha,
Taboada cantada,
Reprovação,
Aprovação,
Suavidade.
Meu pai
Cansaço,
Doenças,
Remédios,
Velhice.
Minha mãe
Cansaço.
Doenças,
Remédios,
Velhice.
Meu pai
Amor da minha vida.
Minha mãe
Amor da minha vida.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Eu, a rede e meu jardim
Deitada vejo-te soberbo,
Soberano.
Ao mesmo tempo
Simples,
Singelo.
Faz frio.
As plantas vão e vêm
Como uma dança harmoniosa
Como uma dança harmoniosa
A lua grande e luminosa
Ora aparece, ora desaparece
Sobre os galhos, entre as nuvens.
Tudo é calmo
Somente eu e você
O barulho da ruela
O vai e vem
Crescendo e diminuindo
Eu inteira em você.
Assinar:
Postagens (Atom)